Na espera de fortes ondulações
03/08/08
Depois de um clássico outono e um bom começo de inverno, com ondas por toda
a costa Catarinense, o mar baixou e parece que as ondulações acalmaram no mês de julho.
Apesar de, nessa época, ser constante fortes ondulações num modo geral, o swell apareceu com
muita força de sul seguido de ventos intensos, prejudicando a formação das ondas em diversas praias.
maioria das vezes as ondulações de inverno são melhores na região sul catarinense e,
como exemplo temos: Garopaba, com a Praia da Silveira, Imbituba, com a Praia da Vila e o
Farol de Santa Marta, com a Praia do Cardoso. Esses são alguns dos lugares que recebem grandes
ondulações e proporcionam um autêntico big surf, tendo como primordial o preparo físico do atleta.
Claro que existem diversos lugares por Santa Catarina que quebram boas ondas durante o inverno.
Secrets e points alternativos têm o surf garantido quando chegam as tão esperadas gigantes ondulações.
Para os big riders mais experientes, o litoral catarinense possui uma das maiores ondas do Brasil, a
“Laje de Jaguaruna”, onde os praticantes de tow-in podem acreditar nas grandes ondas.
Jaguaruna é famosa e conhecida pelos praticantes de todo o Brasil. O primeiro campeonato brasileiro
de tow-in aconteceu na Laje. Na época, a dupla vencedora da competição foi Carlos Burle e Eraldo Gueiros,
contando com a participação dos melhores big riders do Brasil e do mundo.
A Laje de Jaguaruna é uma onda oceânica, que quebra aproximadamente 5 km da costa chegando aos 20 pés.
Por esse motivo, nessa época os melhores big riders de Santa Catarina ficam atentos e monitoram as ondulações,
na expectativa de surfar as maiores ondas.
Enquanto alguns surfistas ficam na espera e antenados na entrada das poderosas ondulações,
outros, amantes do esporte, buscam aproveitar as férias de julho da melhor maneira possível.
Os atletas do Nigiri, Ian Gouveia e Icaro Ronchi, não deram mole e foram para o Norte do Peru,
mais precisamente para cidade de Lobitos, em busca de diversão.
Os garotos voltaram felizes das férias, com um resultado super positivo na bagagem.
Durante 15 dias pegaram altas ondas em diversos picos da região. Segundo eles, o lugar que
mais surpreendeu foi Panic Point, uma esquerda alucinante, com sessões de tubos e manobras.
A trip foi divulgada em diversos sites especializados. Em um dos sites de mais acesso, os atletas deram as seguintes declarações:
"Essa vinda ao Peru foi muito proveitosa pra gente, um treino muito bom mesmo. Pegamos tubos e altas ondas para manobras.
Conhecemos uma galera muito gente boa e conseguimos treinar muito para voltar com tudo para as competições no Brasil", diz Ícaro.
“Foram as melhores esquerdas da minha vida e, para melhorar, ainda fomos contemplados com um final de tarde alucinante",
acrescenta Ian Gouveia sobre Panic Point.
Durante as férias outros atletas do Nigiri também ficaram em evidência na mídia.
Um dos casos foi o dos surfistas Marco Polo, Guilherme Tranquilli e o bodyboarder Jorge Baggio,
que tiveram fotos selecionadas para a exposição na Mostra Internacional do Surf, promovido pela revista
Alma Surf e que rolou na Bienal em São Paulo.
O evento contou com diversos artistas de todo o mundo, com fotografias, gravuras, pinturas, pranchas,
palestras e shows.
Para os amantes do esporte e aqueles que estiveram de férias para visitar o Festival,
os dias foram ideais para se aprofundar na cultura surf e conhecer um pouco mais sobre o esporte.
O mês de julho também gerou um movimento super importante em Florianópolis, o S.O.S. Gravatá.
Um evento que misturou conscientização ambiental com música e surf. O intuito do movimento foi o
protesto contra um empreendimento que pretende levar construção para um dos locais mais belos de
Santa Catarina e um patrimônio natural de Florianópolis: o canto do Gravatá
O evento contou com competições por equipes e a presença ilustre de grandes surfistas brasileiros.
Teco Padaratz ficou com a locução das baterias e Fabio Gouveia julgou o campeonato.
O protesto teve um clima de confraternização e preocupação ecológica. Os voluntários do movimento S.O.S.
Gravatá deram explicações para o público sobre o empreendimento imobiliário e nos convidaram para uma caminhada
até a Prainha do Gravatá, que fica no Costão direito da Praia Mole. Cerca de mil pessoas fizeram a caminhada,
determinados a ajudar e colocar um fim nessa história que pode ter um triste destino se não tiver a participação de todos.