Paulistano, trabalha em alguns dos diversos veículos de comunicação impresso do segmento de esportes, sendo as principais revistas HARDCORE, Fluir, Venice e ALMA SURF.
Começou sua carreira na agência de publicidade ALMAP/BBDO onde trabalhou por quase uma década e com o tempo passou a trabalhar com revistas, fotografando em diversos lugares do Brasil e do mundo, como Hawaii, Indonésia, Chile, Peru, Fernando de Noronha, etc.
Amante do Oceano e da Natureza, em 1999 mudou-se para cidade de Florianópolis em busca de desenvolver seu trabalho na área de esportes e fotos subaquáticas.
Aos 32 anos, Marcio vem realizando trabalhos publicitários para diversas empresas e matéria de revistas. Com muito trabalho e dedicação, busca sempre investir seu tempo em pesquisas, estudos e treinamentos físico para ter condições de fazer fotos inovadoras, criativas e exclusivas.
Márcio David
32 anos - fotógrafo



Surf sentimento
16/11/08
O sentimento de surfar é algo completamente inexplicável para qualquer pessoa que pega onda. Deslizar no mar, em cima de uma prancha é um momento mágico junto de um enorme prazer de viver próximo à natureza. Para qualquer surfista é difícil descrever a real sensibilidade de surfar. Acordar cedo com clima frio, água do mar gelada e condições extremamente adversas para a prática do esporte é sinônimo de loucura para milhares de pessoas que presenciam a rotina de atletas e amantes do oceano.

Muitas pessoas procuram buscar respostas para essa disposição que o surfista tem, não importa se é atleta profissional ou surfista de finais de semana, o sentimento vem da alma e vai muito além dos princípios profissionais.





Apesar de todo surfista entender o ato de surfar, independente das condições, é difícil expressar como o esporte também pode motivar as pessoas a enfrentarem determinadas situações. Acordar cedo com chuva e frio, colocar a roupa de borracha e cair no mar gelado faz mães, namoradas e pessoas que vivem a cultura de praia, levar em questão o porquê de surfar.

Diversas vezes o surfista escuta comentários de como possui tamanha disposição. “Isso é loucura, como podem gostar de sair em baixo de chuva com um frio desses, nessa hora da manhã... não dá pra entender!”. Realmente, se parar pra buscar respostas talvez não consiga obter explicações claras para um entendimento sobre o caso, mas se olhar no fundo dos olhos de um verdadeiro surfista e tentar enxergar o coração dele, vão compreender toda sua busca e superação para encarar as situações.



Estar no oceano é algo puro para alguns, algo diferente para outros, o simples fato de se desconectar, tirar os pés da terra, faz a pessoa viver em outro mundo, onde enxerga as coisas de uma maneira completamente delirante. O mar pode ser um templo, uma pista de adrenalina, um momento de prazer, um refúgio para os problemas do cotidiano, uma forma de se expressar e de amar. Cada surfista tem sua sensibilidade em relação ao mar e a forma de ver o mundo ligado ao poder magnífico da natureza.





Durante o mês de outubro tive a oportunidade de acompanhar algumas competições que agitaram o estado de Santa Catarina e nesse tempo realizei sessões de free surf com alguns atletas. No campeonato mundial feminino, (World Qualifying Series) que aconteceu na Praia do Santinho, todo o público ficou emocionado com a havaiana Bethany Hamilton. A surfista que perdeu o braço esquerdo ao ser atacada por um tubarão, em 2003, mostrou uma lição de vida para todos.



Conhecida mundialmente por sua determinação e coragem, a jovem garota de 18 anos pegou altas ondas e chegou ao pódio na competição. Com uma alça adaptada na prancha a surfista pega ondas como uma forma natural de surfar. Para quem conhece o esporte sabe o quanto é necessário usar os braços para remar, entrar nas ondas e a necessidade de nadar, por isso a atitude fenomenal da atleta foi admirada por todos.



Acredito que Bethany seja um grande exemplo do verdadeiro sentimento do surfe, a mística sintonia de deslizar sobre as ondas e viver a emoção de estar dentro do oceano. É o tipo de coisa que não tem explicação e que vem do coração, um ato de total dedicação ao esporte.



Neste evento também pude observar um pouco mais de perto a atuação dos novos talentos brasileiros, junto do campeonato mundial feminino estava rolando o Billabong Pro JR, com a elite da nova geração brasileira masculina, sub 21, o campeonato ofereceu cinco vagas para o mundial no inicio de Janeiro, na Austrália.


Fotografar esse evento foi muito bom, ver a vibe positiva dos atletas que mesmo debaixo de chuva deram show com suas manobras modernas e total dedicação para vencer a bateria, o que mostra o quanto o esporte esta evoluindo no nosso país.
Icaro Ronch no WQS de São Chico


A equipe do Nigiri foi muito bem representada nessa competição pelos atletas Icaro Ronchi, Pedro Husadel e Ian Gouveia. Fiquei feliz em ver o empenho desses atletas, em especial, seus treinamentos debaixo de chuva e a disposição de estarem evoluindo no esporte, o que me animou para as sessões de fotos, pois acompanhei os treinos de Ian e Pedro sobre um forte vento sul.

O resultado do trabalho final foi bom, fruto da determinação em buscar um resultado positivo.

Dudu Schultz no imenso oceano

No mesmo mês acompanhei outros dois eventos internacionais na Costa Catarinense. Um deles, o World Tour WCT Brasil, a elite do surf, aconteceu na Praia da Vila, em Imbituba, SC, porém não teve a presença dos principais surfistas mundiais, Kelly Slater , Mick Fanning, Andy IronsMe Neco Padaratz.

Mesmo com a ausência dos melhores surfistas do Tour o campeonato manteve o nível da elite e o show de surf foi garantido. O vencedor da etapa Brasileira foi o Australiano Bede Durbidge e o brasileiro, com melhor classificação foi o cearense Heitor Alves.





Em mais uma competição internacional o Nigiri foi bem representado pelo atleta Marco Pólo, atual campeão Catarinense, competiu muito bem durante o evento e só parou nas oitavas de finais.

Independente de quem compareceu a etapa, acompanhar esse evento é um privilégio a parte. Debaixo de muita chuva o público pôde ver um alto nível de dedicação ao esporte, o estágio máximo da busca de um atleta de surf. Qualquer surfista que estiver dentro do WCT, atingiu um grau elevado de dedicação e talento, uma busca e estágio único, que todos os atletas amadores e profissionais almejam chegar.

O espírito do surf esta dentro do coração de cada pessoa, basta buscar no fundo da alma a emoção de viver o prazer estar próximo as ondas do mar. Algumas pessoas fazem a cabeça pelo simples fato de passar a arrebentação e dropar uma onda boa, tem atletas que se realizam quando fazem uma manobra de alto grau de dificuldade ou quando pegam um tubo extraordinário. Procurar entender o surf é como querer explicações de como surgiu o universo.



O espírito do surf esta dentro do coração de cada pessoa, basta buscar no fundo da alma a emoção de viver o prazer estar próximo as ondas do mar. Algumas pessoas fazem a cabeça pelo simples fato de passar a arrebentação e dropar uma onda boa, tem atletas que se realizam quando fazem uma manobra de alto grau de dificuldade ou quando pegam um tubo extraordinário. Procurar entender o surf é como querer explicações de como surgiu o universo.



Dedicação é a chave para qualquer resultado final, independente do que a pessoa busca. No mundo do surf não é diferente, às vezes não basta ter talento, ou procurar compreender as coisas, tem que ter aquele sentimento inexplicável dentro da alma, buscar respostas do fundo do coração.

Aloha.


Novidade - Papel de Parede de Outubro
Todos os meses aqui na coluna vida de atleta, estaremos disponibilizando um Papel de Parede com uma imagem especial, fotografada pelo Márcio David.

Não deixe de pegar a sua, basta clicar na foto abaixo, e após ela ficar ampliada clique em cima dela com o botão direito do mouse e escolha a opção "Definir como papel de parede...", confira a fotografia deste mês: